Corpo

Sol, cujos raios acariciam a sua pele
Mar, cujas ondas torneam o seu corpo
Vento, cujas rajadas desarrumam o seu cabelo de tons vermelhos, cor de     

sangue, cor de paixão

Corpo suado, respiração forte, sangue bombeado
Seios que sobem e descem ao pulsar de cada batida de seu coração

Gotículas de suor que escorrem entre os seus seios e repousam em seu umbigo
Cabelos arrepiados da coxa quando as gotas do oceano os tocam

Corpo perfeito,
                  Cujas formas e curvas são navegadas pela maré
                  Cintura fina, de sereia, cujos tripulantes de navios enlouquecem
                                    Naufrágio, deserto, solidão
                  Seios cuja fragilidade e beleza são imitadas na natureza pelas      

                  conchas -- quero colocar-me a ouvir os seus seios e ouvir o que eles têm a dizer,
 respiração ofegante, prazer

                  Bunda que abunda, de curvas, de forma,
                  Colo, torneado pelo biquini, que esconde o que não se deve esconder
                  que deixa à mostra as formas de seu corpo, sem esconder nada

Pobre mar, pobre sol, pobre vento
Por mais que se esforçem, à sua beleza não conseguem vencer
Aí se rendem
                  E o sol é substituído pela lua
                  E o mar é substituído pela noite
                  E o vento é substituído pela brisa

O barco atraca
Você levanta e o Sol se põe em referência
E a lua vem lhe receber
Derramando suas luzes de prata sobre o seu corpo
Senhora do dia, aliada da noite

Meu amor
Vitoriosa você foi, derrotou a todos que tentaram te vencer
Tu és invencível, tu és bela como a mais bela das criaturas já criadas

Você é os raios do sol após noite de tempestades
Você é a chuva após seca prolongada
Você é, o que você quiser ser